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Alienação parental: o que é, exemplos, se é crime, como provar e o que o juiz pode fazer

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Alienação parental

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O que a lei considera alienação parental, exemplos, se é crime, como provar e as medidas que o juiz pode tomar, com as mudanças de 2022 na Lei 12.318.

Por Equipe Amparo Jurídico · Atualizado em

Pai sentado num banco de praça, olhando o celular com tristeza, com um bichinho de pelúcia ao lado

Conteúdo informativo, com base na legislação citada no texto. Não substitui a orientação de um advogado sobre o seu caso.

Alienação parental é quando um dos pais, ou outra pessoa que cuida da criança, interfere na formação psicológica dela para que rejeite o outro genitor ou para atrapalhar o vínculo entre os dois. A Lei 12.318/2010 define o que é, dá exemplos e diz o que o juiz pode fazer. O objetivo da lei é proteger a criança, não punir um dos pais.

Exemplos que a lei cita

A lei traz uma lista de exemplos (art. 2º), entre eles:

  • desqualificar o outro genitor na frente da criança;
  • dificultar o contato ou o exercício da convivência;
  • omitir informações importantes sobre a criança, como escola, saúde e mudança de endereço;
  • apresentar denúncia falsa contra o outro genitor ou seus familiares para afastá-lo;
  • mudar de cidade sem justificativa para dificultar a convivência.

Desmarcar uma visita por um motivo real ou discordar de decisões não é alienação. O que caracteriza é o padrão de atos que afastam a criança do outro genitor.

É crime?

Não há um crime específico de alienação parental. O tema é tratado na Justiça de família. Mas alguns atos podem ser crime por si só: a falsa acusação de abuso, por exemplo, pode configurar denunciação caluniosa (Código Penal, art. 339).

O que mudou em 2022

A Lei 14.340/2022 alterou a lei original:

  • tirou da lista de medidas a suspensão da autoridade parental;
  • garantiu a convivência mínima assistida durante o processo, salvo risco à criança;
  • reforçou o acompanhamento psicológico e a perícia por equipe técnica;
  • exigiu que o depoimento da criança siga as regras de escuta protegida.

Há projetos no Congresso para revogar a lei, mas ela segue em vigor.

Como provar

Prova O que mostra
Mensagens, áudios e e-mails Visitas negadas, ofensas, ameaças de mudança
Registro das visitas que não aconteceram O padrão ao longo do tempo
Relatórios da escola Mudança de comportamento, informação omitida
Testemunhas Parentes, vizinhos, professores
Perícia psicológica ou biopsicossocial Feita por equipe do Judiciário, costuma ser decisiva

O que o juiz pode fazer

Reconhecida a alienação, o juiz pode, conforme a gravidade (art. 6º):

  1. advertir quem pratica;
  2. ampliar a convivência com o genitor afastado;
  3. aplicar multa;
  4. determinar acompanhamento psicológico;
  5. alterar a guarda para compartilhada ou para o outro genitor;
  6. fixar cautelarmente o domicílio da criança.

Quando procurar um advogado

Se você está sendo afastado do seu filho, ou se está sendo acusado de alienação, o advogado ajuda a organizar as provas, pedir a perícia e propor um plano de convivência. Veja o caso típico de Londrina em advogado de família em Londrina e o guia de guarda compartilhada.

Conte o seu caso no formulário. Um advogado parceiro avalia a situação. Veja também o que mais um advogado de família resolve.

Perguntas frequentes

Alienação parental é crime?

Não existe um crime chamado alienação parental. A Lei 12.318/2010 trata do assunto na área de família, com medidas como advertência, multa, ampliação da convivência e mudança da guarda. Alguns atos que aparecem nesses casos podem ser crime por si só, como a falsa denúncia de abuso, que pode configurar denunciação caluniosa.

A Lei de Alienação Parental foi revogada?

Não. Há projetos no Congresso para revogá-la, mas a lei continua em vigor. Em 2022, a Lei 14.340 mudou alguns pontos, como a retirada da suspensão da autoridade parental da lista de medidas e a exigência de acompanhamento psicológico.

Avós podem praticar alienação parental?

Podem. A lei vale para qualquer pessoa que tenha a criança sob sua autoridade, guarda ou vigilância, incluindo avós, tios e padrastos ou madrastas.

Prefere contar mais sobre o seu caso?

Conte o que aconteceu. Entramos em contato pelo seu WhatsApp o mais breve possível.

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