Família
Investigação de paternidade: como pedir, exame de DNA, recusa do pai e pensão
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Investigação de paternidade
Como pedir o reconhecimento do pai no cartório ou na Justiça, o DNA gratuito, o que acontece se o pai se recusar, pai falecido e pensão desde a citação.
Por Equipe Amparo Jurídico · Atualizado em

Conteúdo informativo, com base na legislação citada no texto. Não substitui a orientação de um advogado sobre o seu caso.
Quando o nome do pai não está na certidão de nascimento, a lei garante ao filho o direito de buscar o reconhecimento, em qualquer idade. Isso pode ser feito de forma simples no cartório, quando o pai concorda, ou por meio da ação de investigação de paternidade, quando ele nega ou não aparece. Com o reconhecimento vêm o nome do pai na certidão, a pensão alimentícia e o direito à herança.
Os caminhos
| Situação | Caminho |
|---|---|
| O pai concorda em reconhecer | Reconhecimento direto no cartório de registro civil, sem custo |
| A mãe indica o pai no cartório | O cartório comunica o juiz, que chama o suposto pai (Lei 8.560/1992, art. 2º) |
| O pai nega ou não responde | Ação de investigação de paternidade na vara de família |
| O pai já morreu | Ação contra os herdeiros, com DNA em parentes |
| O filho já tem outro pai registrado | Ação de investigação com anulação ou acréscimo do registro, conforme o caso |
O exame de DNA
O DNA é a principal prova. Para quem não pode pagar, o exame é feito de graça, pedido pela Defensoria Pública ou pelo juiz em casos de gratuidade. Se o suposto pai se recusar a fazer o exame, a paternidade é presumida, e o juiz decide com base nessa presunção e nas outras provas (Súmula 301 do STJ).
Outras provas ajudam, principalmente quando não há DNA: fotos, mensagens, testemunhas do relacionamento e qualquer documento que mostre a relação entre a mãe e o suposto pai na época da gravidez.
Pensão junto com a paternidade
Na mesma ação, pode-se pedir a pensão alimentícia. Os alimentos são devidos desde a citação do suposto pai (Súmula 277 do STJ), e o juiz pode fixar alimentos provisórios se houver indícios fortes da paternidade. Por isso, quanto antes a ação for proposta, melhor para a criança.
Herança
Reconhecido como filho, ele passa a ser herdeiro em igualdade com os outros filhos (Constituição, art. 227, § 6º). Se o pai já morreu e o inventário foi feito sem ele, cabe a petição de herança para receber a sua parte.
Documentos para separar
- Certidão de nascimento da criança.
- Nome, endereço e, se souber, local de trabalho do suposto pai.
- Fotos, mensagens e outras provas do relacionamento.
- Comprovantes dos gastos com a criança, para a pensão.
Conte o seu caso no formulário. Um advogado parceiro orienta qual caminho seguir. Veja também como funciona a pensão alimentícia, o caso típico de Salvador e o que mais um advogado de família resolve.
Perguntas frequentes
E se o suposto pai se recusar a fazer o DNA?
A recusa faz presumir a paternidade, que o juiz avalia junto com as outras provas (Súmula 301 do STJ e Lei 8.560/1992, art. 2º-A). Ou seja, recusar o exame não livra ninguém do reconhecimento.
Dá para investigar a paternidade depois que o pai morreu?
Dá. A ação é proposta contra os herdeiros, e o DNA pode ser feito com parentes próximos do falecido, como pais, irmãos ou outros filhos. Reconhecida a paternidade, o filho passa a ter direito à herança.
Existe prazo para pedir o reconhecimento da paternidade?
Não. O direito de saber quem é o pai não se perde com o tempo e pode ser exercido em qualquer idade (Estatuto da Criança e do Adolescente, art. 27). O que tem prazo é o pedido da herança, que deve ser feito logo após o reconhecimento.
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