Família
Valor da pensão alimentícia: como é calculado para 1, 2 ou 3 filhos
Fale com um advogado
Um advogado chama você no WhatsApp.
Valor da pensão alimentícia
Como se calcula o valor da pensão alimentícia para 1, 2 ou 3 filhos, com exemplos, o que entra na conta, renda informal, desempregado e salário mínimo.
Por Equipe Amparo Jurídico · Atualizado em

Conteúdo informativo, com base na legislação citada no texto. Não substitui a orientação de um advogado sobre o seu caso.
Não existe tabela oficial da pensão alimentícia. O valor é decidido caso a caso, pelo equilíbrio entre o que os filhos precisam e o que quem paga pode pagar (Código Civil, art. 1.694). Mesmo assim, há critérios claros, e entender como o juiz faz a conta ajuda a pedir, ou a contestar, um valor justo.
Os três critérios
| Critério | O que entra |
|---|---|
| Necessidade dos filhos | Alimentação, escola, material, plano de saúde, remédios, transporte, roupas, lazer, moradia |
| Possibilidade de quem paga | Salário, renda de autônomo, bens, padrão de vida, outros filhos que também sustenta |
| Proporcionalidade | Os dois pais contribuem, cada um conforme a sua renda |
Como fica para 1, 2 ou 3 filhos
Na prática, é comum o total da pensão ficar entre 15% e 30% dos rendimentos líquidos de quem paga, crescendo com o número de filhos, mas não na mesma proporção:
| Exemplo ilustrativo (renda líquida de R$ 3.000) | Faixa comum na prática |
|---|---|
| 1 filho | Algo como 15% a 20% (R$ 450 a R$ 600) |
| 2 filhos | Algo como 20% a 30% no total (R$ 600 a R$ 900) |
| 3 filhos | Algo como 25% a 33% no total (R$ 750 a R$ 1.000) |
Esses números são só uma referência do que costuma acontecer, não uma regra. Uma criança com tratamento de saúde caro, por exemplo, pode justificar um valor bem maior; quem paga e já sustenta outros filhos pode ter um percentual menor.
Sobre o que a porcentagem incide
- Em regra, sobre os rendimentos líquidos: salário bruto menos imposto de renda e INSS.
- Também sobre o 13º e o terço de férias, segundo o STJ.
- Horas extras, adicionais e participação nos lucros: depende do que a decisão disser.
Casos especiais
- Autônomo ou renda informal: o juiz usa os sinais de padrão de vida (carro, gastos, viagens, movimentação bancária) e costuma fixar um valor certo ou em salários mínimos.
- Desempregado: a pensão costuma ser fixada em porcentagem do salário mínimo. Quem paga não deve simplesmente parar.
- Fixada em salário mínimo: sobe sozinha todo janeiro, junto com o novo salário mínimo.
- Pagamento direto de despesas: parte da pensão pode ser paga direto à escola ou ao plano de saúde.
Quando o valor pode mudar
A pensão pode ser revista sempre que mudar a situação de quem paga ou de quem recebe: perda de emprego, aumento de salário, nova despesa com saúde ou escola (Código Civil, art. 1.699). Até a decisão, vale o valor antigo.
Para saber como pedir, cobrar ou revisar, veja a página de pensão alimentícia. Conte o seu caso no formulário: um advogado parceiro avalia qual valor faz sentido para a sua situação.
Perguntas frequentes
Qual o valor mínimo de pensão alimentícia?
A lei não fixa valor mínimo. Mesmo quem está desempregado pode ser obrigado a pagar algum valor, muitas vezes fixado em porcentagem do salário mínimo, porque a obrigação de sustentar os filhos não acaba com a falta de emprego.
A pensão para 2 filhos é o dobro da de 1?
Não necessariamente. O juiz olha o total que cabe no orçamento de quem paga e as necessidades de cada filho. Em geral, o percentual total aumenta com o número de filhos, mas não na mesma proporção.
Pai desempregado paga pensão?
Paga. Sem emprego formal, o juiz costuma fixar a pensão em porcentagem do salário mínimo. Se a situação mudar, quem paga pode pedir revisão, mas não deve simplesmente parar de pagar.
Prefere contar mais sobre o seu caso?
Conte o que aconteceu. Entramos em contato pelo seu WhatsApp o mais breve possível.